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June 18, 2013 - 22:38

Copa-Protestos 7: DF nega "qualquer relação" de servidores da Presidência com protesto



Por Catia Seabra e Gabriela Guerreiro
BRASÍLIA, DF, 18 de junho (Folhapress) - A pedido do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o secretário de Segurança do Distrito Federal, Sandro Avelar, divulgou hoje uma nota negando, "veementemente, que quatro servidores da Presidência da República citados em reportagens possuam qualquer relação com as manifestações ocorridas na última sexta-feira, em que um grupo bloqueou as seis faixas do Eixo Monumental com queima de pneus".
O teor da nota foi antecipado na manhã de hoje por Gilberto Carvalho durante audiência no Senado Federal. Questionado sobre a participação de servidores do Palácio do Planalto nos protestos batizados de "Copa para quem?", Carvalho antecipou que Avelar divulgaria uma nota negando seu envolvimento.
"Houve ontem um embate nosso com o pessoal do governo do DF porque o secretário de segurança me garantiu que apenas uma pessoa da secretaria [SRI] foi vista na manifestação do sábado. Os outros quatro não participaram dos eventos. Pedimos que a Secretaria de Segurança do DF faça uma nota para restabelecer a verdade dos fatos", disse Carvalho, referindo-se ao incidente de sexta-feira como se fosse no sábado.
Na sexta-feira, a Folha de S.Paulo revelou que um ex-funcionário da SRI (Secretaria das Relações Institucionais) e militantes de um grupo fundado por outros três servidores da Presidência haviam participado do protesto em frente ao estádio Mané Garrincha.
Segundo a reportagem, a Polícia do Distrito Federal identificou, na sexta-feira, Gabriel Santos Elias como um dos líderes do protesto. Elias foi assessor da subchefia de assuntos parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais até 17 de maio, quando deixou o cargo.
A reportagem revelou ainda que Gabriel e três servidores do Palácio do Planalto são cofundadores de um grupo que se intitula revolucionário e assume nas redes sociais participação nos protestos, o Brasil e Desenvolvimento.
Apresentados até sexta-feira no site do grupo como militantes, Mayra Cotta Cardozo e João Vitor Rodrigues Loureiro são assessores da Casa Civil, na Presidência da República.
Com um vencimento de R$ 7,5 mil, Mayra é assessora especial da secretaria-executiva da Casa Civil. Já João Vitor Rodrigues Loureiro -salário de R$ 5,8 mil- é assessor técnico da subchefia para assuntos jurídicos da Casa Civil.
Outro criador do movimento é Daniel Gobbi, assessor internacional da Secretaria-Geral da Presidência, com salário de R$ 11,3 mil.
Gabriel ganhava R$ 3,5 mil quando deixou o governo. O grupo descrevia sua participação na manifestação.
Além deles, o grupo, que se define como "nova esquerda", foi fundado também por um ex-assessor da Casa Civil. Militante do movimento, Gustavo Capela deixou o governo em setembro de 2011.
Até a noite de sexta-feira, o nome dos cinco -sendo três servidores e dois ex-funcionários do Palácio- constava no site como militantes do movimento, ligado ao PSOL.
Nas redes sociais, o grupo exibe cenas de manifestações e fotografias de seus integrantes -entre eles servidores do Planalto- empunhando cartões vermelhos para a Copa.
Hoje, por exemplo, seus 23 militantes assinam uma nota em que afirmam que o "povo protesta porque está indignado".
Na segunda-feira, a TV Globo levou ao ar uma reportagem segundo a qual a Polícia do Distrito Federal havia identificado servidores e ex-funcionários do Palácio como coautores do protesto.
Hoje, a emissora exibiu o teor da nota de Avelar, segundo quem "sobre os outros líderes identificados do movimento Brasil e Desenvolvimento, do qual Gabriel Santos Elias faz parte, não constam evidências de que tenham tomado parte do ato".
Em resposta à nota, a TV Globo exibiu um email do assessor de imprensa de Avelar ligando o grupo ao protesto.

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