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March 24, 2017 - 07:46

TCE vê sobrepeço e indícios de irregularidade no Teatrão

Teatrão SJC

Foto: Divulgação / PMSJC

Relatório de auditoria realizada pelo tribunal aponta suspeita de falhas na reforma do espaço, ‘vitrine’ da administração Carlinhos Almeida (PT). A cobertura de aço teve um sobrepreço de R$ 250 mil, diz relatório

João Paulo Sardinha

São José dos Campos

Auditoria técnica do TCE (Tribunal de Contas do Estado) identificou sobrepreço de R$ 430 mil e indícios de irregularidades na reforma do Teatrão, na Vila Industrial, zona leste de São José dos Campos.

A obra do complexo, vitrine do governo Carlinhos Almeida (PT), vai custar R$ 33,1 milhões aos cofres do município, se concluída conforme o projeto original.

O Tribunal apontou sobrepreço de R$ 250.853,63 no pagamento da estrutura metálica usada na cobertura do Centro de Ciências. “No projeto, consta o quantitativo de aço em 14.759,20 kg e em planilha aditivada consta o pagamento de 32.000,00 kg, ou seja, 17.240,80 kg além do executado”, destaca o relatório.

A grade usada no portão, segundo o TCE, foi usada com material inferior ao projetado. A troca de material teria gerado pagamento com sobrepreço avaliado em R$ 180.130,34. O relatório de fiscalização ainda pontua outras irregularidades na obra do Teatrão, que sofreu dois aditamentos desde seu início, no segundo semestre de 2015.

Parado. A Prefeitura de São José dos Campos, em nota, disse que “a atual gestão tem conhecimento dos problemas e foi justamente pelas irregularidades apontadas pelo TCE que a prefeitura decidiu suspender o contrato”.

O governo Felicio Ramuth (PSDB) ainda pontuou que o futuro da reforma na zona leste ainda está em análise pela administração municipal. “Está sendo analisado o que está previsto no contrato e o que poderá ou não ser realizado. A prefeitura está no prazo para se manifestar no TCE”, completou a prefeitura.

PT afirma que paralisação de obra é política

O relatório do TCE motivou um embate entre base aliada e oposição na Câmara. O líder do PT na Casa, Wagner Balieiro, afirmou que a decisão de parar a obra é política.

“Estamos falando de uma obra realizada pela Urbam, que é uma empresa da cidade e tem técnicos e engenheiros do município. Vários itens foram apontados durante uma obra em execução e que a prefeitura ainda vai responder e verificar se tem ou não problemas”, disse Balieiro.

“Agora, decisão de tirar a obra é política. Porque questões técnicas você pode acertar e corrigir, se houver situação que precisa ser resolvida”, completou o parlamentar.

Tribuna. O vereador Fernando Peititi (PSDB) disse se tratar “de uma obra eleitoreira e feita às pressas” pela gestão do ex-prefeito de São José, Carlinhos Almeida.

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