São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Home
January 20, 2017 - 10:30

RMVale perde 5.450 empregos e tem quinto ano seguido de queda

Queda na indústria paulista dá desacelerada.

Foto: David Alves/Palácio Piratini

Região registra queda no nível de emprego na área pelo quinto ano consecutivo; de acordo com o levantamento realizado, São José foi quem mais fechou vagas no setor, chegando a 2.750 em 12 meses

Marcos Eduardo Carvalho
São José dos Campos

A indústria perdeu 5.450 postos de trabalho na RMVale durante todo o ano de 2016. É o que mostra pesquisa divulgada ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), resumindo o momento de recessão vivido pela economia brasileira.

Entre as três regionais da entidade no Vale, a de São José dos Campos foi a que perdeu mais vagas em números absolutos: 2.750, uma retração de 5,74% em relação ao mesmo período do ano anterior.  Percentualmente, a região de Jacareí foi quem mais perdeu vagas, 5,75%, com 800 vagas fechadas nas cidades de abrangência. A regional de Taubaté perdeu 1.900 vagas, uma retração de 3,72% na comparação com o ano anterior.

Queda livre. Os números divulgados ontem também mostram que o nível de emprego industrial na região registrou queda nos últimos cinco anos. O pior índice ainda foi em 2015, quando a região de Jacareí teve queda de 19,31% no nível de emprego, seguida por Taubaté, com 14,91% e São José, com 4,6%.

A última vez que a região apresentou dados positivos foi em 2011, quando Jacareí registrou aumento de 8,70% de vagas na indústria, seguido por São José, com 2.10% e Taubaté, que não aumentou e nem diminuiu as contratações naquela oportunidade.

Expectativa. O gerente regional do Ciesp em São José dos Campos, Almir Fernandes, disse ressaltou ontem que a indústria joseense segue sem nenhum “fato novo” para alavancar e que, por isso, os índices continuam em baixa.

Segundo ele, a perspectiva é de que as coisas comecem a melhorar no segundo semestre deste ano. “A indústria, de um modo geral, está parada. A Embraer até conseguiu um acordo, mas ainda é muito pouco para a região”, disse.

“Esse índice de 2.750 empregos a menos no ano representa cerca de 200 vagas por mês. Não é um número tão alto, mas gostaríamos, claro, que a indústria estivesse contratando, mas ela está parada. Por isso, quando manda alguém embora, não tem recolocação”, afirmou ao O VALE.

O gerente do Ciesp, porém, entende que o crescimento esperado ainda vai demorar um pouco. “Muita gente espera uma recuperação rápida do mercado, mas isso deve começar no segundo semestre, para fechar o ano com números melhores do que o atual. A ideia é arrumar a casa para começar a crescer, de fato, a partir de 2018”, disse.

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade