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January 19, 2017 - 10:07

'Pente-fino' flagra 3.300 tablets da Escola Interativa quebrados

Escola Interativa

Foto: Divulgação

Governo Felicio Ramuth (PSDB) informa ter encontrado milhares de equipamentos sem condições de uso no almoxarifado da prefeitura. Prejuízo de R$ 2,4 milhões afeta em cheio o programa, uma bandeira do PT

João Paulo Sardinha
São José dos Campos

O pente-fino na gestão do ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT), iniciado na primeira semana do governo Felicio Ramuth (PSDB), ameaça atingir em cheio o Programa Escola Interativa, vitrine da administração petista em São José dos Campos.

O secretário de Gestão Administrativa e Finanças, José de Mello Corrêa, afirma ter encontrado 3.300 tablets quebrados no almoxarifado da prefeitura. O prejuízo chegaria a R$ 2,4 milhões. Mello integra a comissão especial criada para verificar os contratos da gestão anterior e 5.414 pagamentos pendentes até dezembro.  Além dele, o grupo tem os secretários Anderson Farias Ferreira (Governança) e Melissa Pulice (Apoio Jurídico).

O prefeito Felicio Ramuth também tem participado de reuniões da comissão. “Estivemos no almoxarifado da Saúde, da Educação e da Administração. Descobri por lá mais de 3.300 tablets da Positivo quebrados. Isso representa um valor de R$ 2,4 milhões aproximadamente. Esse produto, se convertido em algo para a Educação, poderia ser melhor utilizado”, disse Mello.

A compra dos tablets custou R$ 13,7 milhões à Prefeitura de São José. O governo Carlinhos Almeida comprou 20 mil unidades modelo Positivo.  Alunos do 6º ao 9º anos da rede municipal receberam os aparelhos eletrônicos.

Banheiro. No ano passado, um relatório preliminar de auditoria do TCE (Tribunal de Contas do Estado) em escolas de São José apontou falhas na aquisição e no armazenamento de equipamentos comprados para o Escola Interativa.

A auditoria, feita por três agentes de fiscalização do Tribunal, revelou a existência de microcomputadores armazenados no banheiro dos professores da escola Maria de Melo, no Parque Industrial, na região sul. Também apontou a “falta de planejamento” na compra de tablets e notebooks.

À época, o então secretário de Educação de São José, Luiz Carlos de Lima, disse que os problemas eram pontuais e já haviam sido solucionados.

Investimento. A prefeitura investiria, até o fim de 2016, um total de R$ 74,6 milhões na compra de notebooks, projetores interativos e tablets.

Ex-secretário justifica as quebras

Secretário de Educação no governo Carlinhos até o ano passado, Luiz Carlos de Lima disse que “os equipamentos quebrados são decorrentes do uso cotidiano e do transporte por parte dos alunos”. 

“Qualquer pessoa que possui tablet, smartphone ou notebook sabe que estes equipamentos estão sujeitos a sofrer quedas e quebras. Sendo um programa inovador, a quantidade de equipamentos quebrados está dentro do esperado”, declarou Lima.  As quebras teriam contribuído para que, em 2015, os equipamentos passassem a ficar nas escolas.

Críticas. Vereadores do PT, em nota, disseram que “é preocupante notar que a energia do novo governo está concentrada em criar conflitos ao invés de manter a cidade funcionando. Quando Carlinhos assumiu, orientou sua equipe a trabalhar para resolver as coisas, não buscar culpados ou desconstruir o antigo governo”.

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