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March 15, 2014 - 09:00

Índice de obesidade infantil em escolas acende alerta na rede

Pesquisa feita em crianças de 6 e 7 anos de 72 escolas municipais e estaduais de São José aponta que 27% dos entrevistados estão obesos ou com sobrepeso, 2% a mais que em 2012; grupo terá acompanhamento

Lauro Lam
Especial para O Vale

A obesidade infantil se instalou de vez nas escolas públicas de São José. Pesquisa realizada com crianças de 6 e 7 anos do ensino fundamental mostra que 27% de 3.000 alunos analisados estão obesos. O dado referente a 2013 é do Programa Pincel Mágico, desenvolvido em parceria entre as Secretarias da Educação e Saúde.
O número aumentou em 2% comparado ao estudo de 2012. Foram avaliados os alunos de 72 escolas das redes municipal e estadual “É um índice alto e chega a ser preocupante”, disse a nutricionista Sheila Castro.

Epidemia. Já a pediatra do programa saúde da criança, Josemare do Carmo Silva, que participou da pesquisa,diz que o número está dentro da média nacional.
“Vivemos uma epidemia de sobrepeso e obesidade no país. É um mal do mundo contemporâneo que precisa de muitas abordagens para ser combatido”, disse.
Após a verificação do excesso de peso, as crianças foram encaminhadas para uma consulta pediátrica na UBS (Unidade Básica de Saúde), onde foi feito um trabalho de conscientização sobre reeducação alimentar, inclusive direcionada aos pais.
Entre os fatores apontados como causadores da obesidade entre as crianças estão o sedentarismo, a ingestão de alimentos industrializados, como fast food, refrigerantes e os maus exemplos aprendidos em casa.
“As crianças comem pouca verdura, frutas ou legumes. É uma situação que pode trazer sérias conse-quências, como problemas de pele, dor nas articulações, risco de hipertensão, aumento do colesterol e diabetes”, afirmou a pediatra.

Controle. Segundo a referência de 2007 da OMS (Organização Mundial da Saúde), um menino de 7 anos de estatura de 1,20 metros deve pesar cerca de 23 quilos. “Acima deste peso já começa a preocupar. As carteirinhas de vacinação trazem esta curva de crescimento. Os pais devem ficar atentos”, disse a nutricionista Fabíola Figueiredo Nejar.
Para ela, a obesidade infantil é um problema da comunidade e da família. “Os alimentos processados trazem muito sódio (sal), gordura saturada, açúcar e produtos químicos, que acabam se transformando em bombas calóricas”, disse.
Segundo Fabíola, as famílias precisam incentivar as refeições coletivas, preparando os alimentos dentro de casa.
“É difícil, mas faz parte da mudança cultural que é necessária para buscar qualidade de vida das pessoas.”
As crianças diagnosticadas com obesidade nas escolas de São José já fazem parte do projeto Alecrim, que visa a sensibilização da mudança.

Saiba mais

Pesquisa
Avaliou 3.000 alunos das redes municipal e estadual de São José. Eles foram pesados, medidos e tiveram o índice de massa corporal calculado

Resultado
27% das crianças de 6 e 7 anos estão obesas ou com sobrepeso. Índice é considerado preocupante por especialistas

Causas
Má alimentação, com consumo de produtos industrializados, fast food , salgadinhos e refrigerantes. Sedentarismo também foi constatado

Consequências
Crianças podem sofrer com diabetes, colesterol, hipertensão, dor nas articulações, problemas de pele, como assaduras

Padrão
Preconiza que um menino de 7 anos de 1,20 metros de altura deva pesar 23 quilos. Acima disso já abre margem para uma futura obesidade ou sobrepeso. Pais devem ficar atentos


Pais devem estimular alimentação e atividades
São José dos Campos

Mais importante do que a prática de atividade física, está a reeducação alimentar. Substituir os refrigerantes por sucos, as bolachas recheadas por frutas e o salgadinho gorduroso por um bolo integral.
O controle do peso vem com a alimentação adequada, segundo os especialistas. A prática de atividade física é imprescindível, mas ocupa apenas 20% do processo.
Tratando-se de crianças, é importante os pais ficarem atentos no que os pequeninos gostam de fazer. O estímulo é fundamental para aumentar a motivação.
“Achar o esporte que a criança se encaixa melhor é importantíssimo para essa ajuda. Também incentivamos muito as atividades lúdicas, onde o brincar acaba sendo assunto sério”, afirmou a educadora física Sthefanie Peralta.
De acordo com a educadora física, simples brincadeiras, como pular corda, pega pega ou imitar animais ajuda a queimar muitas calorias. E pode ser um diferencial.
“Não vemos muitas escolas terem atividades mais criativas no quadro das aulas de educação física. É preciso sair das limitações.”
Ela lembra que toda a prática deve ser acompanhada por um profissional especializado, dando a devida atenção nesta fase de desenvolvimento motor das crianças, que merecem um cuidado especial.

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