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March 8, 2015 - 00:18

Ciclistas querem São José como uma cidade amiga das bicicletas

Ciclistas enfrentam trânsito pesado na avenida JK, na zona leste de São José. Foto: Pedro Ivo Prates

Ciclistas enfrentam trânsito pesado na avenida JK, na zona leste de São José. Foto: Pedro Ivo Prates

Ciclistas de São José vão entregar à prefeitura documento com informações e sugestões sobre o uso de bicicletas de forma mais segura na cidade; para eles, sistema cicloviário atual é deficiente e incompleto

Xandu Alves
São José dos Campos

Ciclistas pedalam e pensam sempre para frente. O passado fica no retrovisor. No presente, eles querem transformar as cidades em ‘amigas das bicicletas’, para usar as bikes como meio de transporte interligado a outros modais, como ônibus.
Em São José, um grupo de ciclistas luta para tornar essa meta realidade. Além de pedalar todos os dias, por trabalho e lazer, e conhecer a cidade como poucos, eles criaram um documento para construir um efetivo mapa cicloviário agregado ao Plano de Mobilidade Urbana municipal, atualmente em construção pela prefeitura.
Em resumo, eles querem tornar a cidade mais receptiva, segura e incentivadora ao transporte de bicicletas.
O documento tem 22 páginas e será entregue à prefeitura nas próximas semanas com informações, sugestões e apontamentos sobre o uso de bicicletas em São José.
“Estimular a prefeitura a se comprometer, de uma vez por todas, em reconhecer a bicicleta como meio de transporte e fazer valer de verdade seu espaço”, explica Federica Fochesato, a Kika, educadora socioambiental, jornalista e uma das autoras do estudo. Ela escreve uma coluna semanal em O VALE sobre mobilidade urbana.

Avaliação. O documento avalia como deficiente e incompleto, ainda que com alguma estrutura, o sistema cicloviário de São José, que conta hoje com 68,3 quilômetros de pistas, mas com apenas 30% delas interligas.
Discute também o projeto do BRT (Transporte Rápido por Ônibus), obra de R$ 800 milhões que promete revolucionar os deslocamentos na cidade, incluindo ciclovias em sua malha de 51,14 km.
E debate as posturas da prefeitura sobre o plano cicloviário, além de listar iniciativas e sugestões.
Para Eric Sousa, engenheiro cartógrafo e criador do Mapa Cicloviário de São José (veja link ao lado), a cidade (leia-se prefeitura e população) precisa abraçar e incluir a bicicleta como meio de transporte, e não apenas de lazer.
É uma questão de pensar que, no futuro, as vias da cidade não mais suportarão uma frota que só cresce, alcançando hoje 405.046 veículos (carros e motos), média de 1,63 habitante por veículo.
Para os ciclistas, a saída para evitar a catástrofe é investir em outras formas de transporte, como as bicicletas, construindo e interligando ciclovias, criando bicicletários perto de pontos de ônibus e oferecendo bicicletas públicas.

Na frente. Sousa acredita que São José pode tornar-se referência. “Falta mudar um pouco a mentalidade da cidade e planejar para que isto ocorra da melhor forma possível, com a segurança ao pedalar.” O engenheiro Luiz Eduardo Pereira vê a interligação entre as regiões central, sul e leste como o principal desafio. Hoje, usar essas rotas é colocar a vida em risco. Por ano, 15 ciclistas morrem em São José, em média.

Interação

Mapa cicloviário
Usa a plataforma do Google Maps e traz ciclovias em São José, rotas e informações: www.ta.org.br/sjc/

Cartilha do ciclista
Dicas sobre segurança:
https://drive.google.com/file/d/0BwPQ5T6gZXiwLTVmMmlsOV9iTTQ/view?pli=1

Pesquisa
Dê sua opinião sobre bikes:
https://docs.google.com/forms/d/1zEba2Wo7DaGkWpcoWrI0oAEhJMxhyF3BKZWKGSjJgrI/viewform?c=0&w=1

Interaja
Páginas nas redes sociais conectam ciclistas da cidade:
www.facebook.com/ciclistas.sjc e www.facebook.com/ciclistas.sjc1

Lei municipal
www.facebook.com/ciclistas.sjc1/photos/a.742451772534272.1073741828.742013829244733/742450085867774/?type=1&theater


Prefeitura avalia adotar bike pública
São José dos Campos

A relação entre ciclistas e a Secretaria de Transportes de São José está na fase do namoro, embora os bikers sintam falta de mais atenção por parte dos gestores. Eles querem ser ouvidos e, se possível, pedalar juntos.
Entre 2010 e 2013, segundo a jornalista Federica Fochesato, ocorreu uma série de reuniões (informais) com membros da pasta. No entanto, o flerte não chegou a engatar um romance sério.
“Avançaram pouco e até mesmo fizeram com que vários ciclistas deixassem de frequentar as reuniões porque muito do que era discutido não era colocado em prática,”
Em nota, a Secretaria de Transportes disse que está “sempre aberta ao diálogo com os ciclistas” e quando há possibilidade ou demanda “esse fórum se estabelece”.
A pasta informou que há a proposta de se ampliar a periodicidade desses encontros.
Garantiu ainda que incorporou propostas dos ciclistas, como a adoção de bicicletas públicas, que poderão ser usadas pelos cidadãos. “Há projeto em desenvolvimento para bicicleta pública na cidade.”
Sobre o Plano de Mobilidade em construção, a Secretaria disse que a premissa é priorizar os modos não motorizados. Nesse sentido, completou, prevê-se a implantação de um plano cicloviário na cidade, com divulgação de rotas para o incentivo do modal.
Também a integração bicicleta-ônibus, tão cobrada pelos bikers, está em estudo. Explicou a pasta: “A integração com o transporte público se dará com infraestrutura específica para o estacionamento de bicicletas, e também com as bicicletas públicas”.

Bikers. Para os bikers, o relacionamento e o incremento às bicicletas em São José precisam de mais amor em duas rodas. Sem motor, é claro.

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