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September 10, 2014 - 01:25

Casal de São José é eleito pelo Vaticano para Sínodo

Para Hermelinda, essa é a grande missão que une a Igreja e os leigos. Foto: Divulgação

Para Hermelinda, essa é a grande missão que une a Igreja e os leigos. Foto: Divulgação

Eles vão representar mais de 20 mil casais brasileiros em encontro de bispos com o papa Francisco

Xandu Alves
São José dos Campos

Um casal de São José foi escolhido pelo Vaticano para participar, em outubro, do Sínodo dos Bispos sobre a Família, encontro que reunirá 253 pessoas, entre elas 114 presidentes de conferências episcopais, para debater com o papa Francisco.
A dentista Hermelinda Zamperlini, 61 anos, e o engenheiro químico Arturo Zamperlini, 65 anos, foram escolhidos por serem coordenadores nacionais das Equipes de Nossa Senhora, movimento católico fundado em 1938, na França, e que chegou ao Brasil nos anos 50.
Eles representarão mais de 20 mil casais brasileiros que participam do movimento leigo e terão no Sínodo o papel de auditores, ao lado de outros 12 casais de todo o mundo. Irão para acompanhar os trabalhos dos bispos, podendo falar em algumas ocasiões, mas sem direito a voto.
“Será uma experiência enriquecedora. Uma grande honra que, confesso, nos pegou de surpresa”, disse Hermelinda, que soube da “convocação” ontem, após ser publicada no site do Vaticano.

Brasil. Ao lado de quatro religiosos brasileiros, eles serão os únicos representantes do país no Sínodo, que é um instrumento pelo qual o papa debate um tema específico com bispos do mundo.
Neste caso, Francisco irá aprofundar o tema: “Desafios pastorais da família no contexto da evangelização”.
O Sínodo, que será realizado de 5 a 19 de outubro, tem por finalidade “propor ao mundo de hoje a beleza e os valores da família, que sobressaem do anúncio de Jesus Cristo que afasta o medo e sustém a esperança”, informou o Vaticano por meio de nota.
O Brasil será representado pelo cardeal-arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Raymundo Damasceno Assis, nomeado pelo papa Francisco como um dos três presidentes-delegado do Sínodo.
Além dele, irão os cardeais-arcebispos Orani João Tempesta, do Rio de Janeiro, e Odilo Scherer, de São Paulo, mais o eparca Edgard Amine Madi, da Eparquia Maronita de Nossa Senhora do Líbano (SP).

Casal. Com 41 anos de casados, 21 deles dedicados às Equipes de Nossa Senhora, três filhos e uma neta, o casal Zamperlini será no Sínodo um exemplo para superar um dos maiores desafios do mundo: a desestruturação familiar.
“Essa é grande missão que une a Igreja e os leigos. A família é a base de tudo, o início de tudo”, disse Hermelinda.

Saiba mais

Sínodo
Entre 5 e 19 de outubro, o papa Francisco reunirá religiosos e leigos de todo o mundo, no Vaticano, para o Sínodo dos Bispos sobre a Família

Particantes
Serão ao todo 253, entre 114 presidentes de conferências episcopais e 13 chefes de Igrejas católicas orientais

Casais
12 casais do mundo participarão do encontro, entre eles o casal Hermelinda e Arturo Zamperlini, de São José

Auditores
Eles participarão como auditores, podendo acompanhar e falar durante o encontro, mas sem direito a voto

Tema
O tema do Sínodo convocado pelo papa Francisco é: “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”

Brasil
Irão também três cardeais brasileiros: Raymundo Damasceno Assis (Aparecida), Orani Tempesta (Rio) e Odilo Scherer (SP), além do eparca Edgard Madi



Grupo faz campanha por cristãos do Oriente Médio
São José dos Campos

A solidariedade rompe e derruba fronteiras.
Sensibilizada com a perseguição que cristãos vêm sofrendo no Oriente Médio, a teóloga Maria Teresa Rosa, 30 anos, de São José, aderiu à campanha internacional de ajuda aos perseguidos.
Divulgada pelas redes sociais desde julho, o movimento “Somos Todos Nazarenos” nasceu como resposta à violência que cristãos sofrem no Iraque, sendo expulsos de casa e tendo seus bens tomados, quando não são mortos.
“Há centenas vivendo em tendas como refugiados, expulsos de suas casas, só porque têm fé, a mesma que temos aqui. Me sensibilizei com essa situação, que é inconcebível para nós”, disse Maria Teresa.
A teóloga confeccionou camisetas com a letra N do alfabeto árabe, que significa Nazarat, ou nazareno, termo pejorativo pelo qual são chamados os cristãos. Abaixo da letra, a frase: “Somos todos Nazarenos”.
Cada camiseta é vendida por R$ 25. O dinheiro arrecadado, segundo Maria Teresa, será enviado para a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, que acompanha cristãos perseguidos no mundo.

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