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March 9, 2014 - 15:01

A 'fantástica' casa sustentável em São José

Lucas Sonnewend (à esq.) e Daniel Secches no terraço da casa sustentável_Foto: Flavio Pereira

Lucas Sonnewend (à esq.) e Daniel Secches no terraço da casa sustentável_Foto: Flavio Pereira

Feita de madeira, vidro e tijolos maciços, a Casa 63 gera sua própria energia, usa luz e ventilação naturais e coleta água da chuva

Xandu Alves
São José dos Campos

A fantástica casa sustentável gera a própria energia, coleta água de chuva para irrigar suas áreas verdes e utiliza iluminação e ventilação naturais, evitando o uso de lâmpadas durante o dia.
Construída em metade do tempo de um imóvel convencional de igual padrão e com apenas uma caçamba de entulho, ela tem 377 m² e usa mais estruturas metálicas do que concreto, o que a torna mais leve.
Madeira, vidro e tijolos maciços compõem a estrutura da casa, projetada no conceito de arquitetura industrial, com tubos das redes de água e energia passando na frente e não dentro das paredes, como numa fábrica.
Os espaços amplos e conjugados, unindo salas, cozinha e quintal quase numa mesma área, além do pé direito duplo, dão a sensação de grandiosidade ao imóvel.
Batizada de 'Casa 63', o imóvel conceitual foi projetado e construído pelo arquiteto Lucas Sonnewend e o engenheiro civil Daniel Secches, sócios do escritório Civitas, de São José.
A casa foi erguida no condomínio Altos da Serra 5, em Urbanova, na região oeste de São José, e servirá como showroom do trabalho da dupla, que pretende adaptar o projeto a construções menores e mais baratas --a Casa 63 vale R$ 1,4 milhão.

Vantagens.
Além de reduzir o tempo de construção, a casa torna-se mais barata com o tempo, em razão de gerar a própria energia elétrica e captar água de chuva.
Instaladas no terraço, placas fotovoltaicas captam a luz solar e a transformam em energia elétrica para toda a casa. O excedente é repassado à concessionária EDP Bandeirante, por meio de um medidor de energia bidirecional.
No final do ano, o imóvel poderá zerar a conta de energia elétrica e pagar apenas uma taxa mínima de R$ 18 cobrada pela Bandeirante, pela disponibilidade da rede.
A instalação do sistema custou cerca de R$ 20 mil, valor que será pago ao longo do tempo, segundo Secches, com a economia de energia --o equipamento dura 25 anos.
"É um sistema mais comum em áreas isoladas e bastante novo em zonas urbanas", disse Marcos Scarpa, de Relações Institucionais da Bandeirante.
"É um modelo novo que surge e estamos nos adaptado".
A casa é a primeira da região e a 75ª no Brasil a adotar o sistema de geração de energia elétrica em baixa escala.

Grama.

No lugar de telhado, a casa tem um gramado com utilidade térmica --guarda o calor no inverno e refresca no verão-- e ainda capta água da chuva, usada na irrigação das áreas verdes por meio de um sistema inteligente.
"Ele liga três vezes ao dia, mas desliga se estiver chovendo", disse Sonnewend. "A grande quantidade de vidro e janelas permite ainda maior claridade e ventila o ambiente."
Quem entra pela primeira vez no imóvel se surpreende com a simplicidade do ambiente, que evita desperdícios.
"A meta é ser prática, funcional e simples, barateando a manutenção", disse Secches.
E nem a estrutura metálica preta que serve como laje, que usa apenas um pouco de concreto, escurece o ambiente.
Pelo contrário. O tijolo que reveste a parede na cor clara e original, com pouco acabamento, casa perfeitamente com o aço e deixa o imóvel com cara de uma "fábrica doméstica".

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Fachada da 'Casa 63', em S. José: construção tem vidros e estruturas
metálicas que tornam o imóvel funcional e arejado_Foto: Flavio Pereira

 


SAIBA MAIS

Localização
Altos da Serra 5, em Urbanova, zona oeste de São José

Tamanho
377 m² de área construída, com 4 suítes em 2 andares: sala de estar, jantar e íntima conjugadas no térreo, mais suíte ou sala e quintal. No superior, três suítes, sala e varanda

Valor
R$ 1,4 milhão

Materiais
Concreto, tijolo maciço, estrutura metálica, vidro e madeira

Vantagens
Metade do tempo de construção de uma casa convencional, mais leve, gera energia elétrica e aquece água com luz solar, reaproveita a água da chuva, telhado verde, iluminação e ventilação naturais

 

 Gramado do jardim da casa sustentável_Foto: Flavio Pereira

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