São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
REGIAO
May 18, 2016 - 15:00

Crise já ameaça oferta de imóveis em São José

Operários trabalham em obra de prédio no Jardim Aquarius, em São José. Foto: Claudio Vieira/O VALE.

Operários trabalham em obra de prédio no Jardim Aquarius, em São José. Foto: Claudio Vieira/O VALE.

São José dos Campos

A crise no setor imobiliár io ameaça criar um gargalo entre a oferta e a demanda por imóveis em São José nos próximos 14 anos.  Estudo da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) aponta que a cidade precisa construir, em média, 4.000 imóveis por ano até 2030 para suprir o déficit habitacional.

Esse dado leva em conta o estoque de imóveis existente hoje e a projeção de crescimento populacional. São José dos Campos, hoje com 688 mil habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), poderá chegar a até 875 mil em 2030.

A preocupação do setor imobiliário, no entanto, está no ritmo de novas construções no município.  A crise derrubou o número de vendas e de novos lançamentos. Os empresário temem que, após a recuperação econômica, São José não tenha fôlego para suprir essa carência.

A consequência do pós-crise, portanto, pode ser uma nova onda de valorização nos preços dos imóveis. "Com a retomada da economia, todos os imóveis em estoque vão acabar. Um estoque com mil unidades não é nada", afirmou o vice-presidente de Mercado e Economia da Aconvap, Fabrizio Rossi Julio.

Números.  
O estoque para venda na cidade hoje é de 1.546 imóveis.  Desse total, 884 estão prontos. A expectativa é que até o fim de 2016 sejam concluídas mais 341 unidades. Em 2017, mais 43. E outras 278 em 2018.

A partir de 2019, no entanto, não estão previstos novos imóveis. O motivo, além da crise econômica, é o impasse envolvendo a nova Lei de Zoneamento, enviada pelo governo Carlinhos Almeida (PT) à Câmara em outubro do ano passado.

"A falta de Lei de Zoneamento também compromete novos lançamentos. Muitas construtoras estão aguardando essa definição e a melhora da economia para ter novos lançamentos", afirmou Julio.

O maior estoque de imóveis se concentra na zona sul, com 558 unidades, seguido pela zona oeste, com 509. A pior situação é na zona norte, que não tem imóvel em estoque. Na zona leste, são só 8 unidades.


Lei de Zoneamento segue parada na Câmara

A nova Lei de Zoneamento, elaborada pela Prefeitura de São José, está na Câmara desde outubro de 2015. Neste intervalo, o projeto já foi suspenso pela Justiça e voltou a tramitar.

O governo Carlinhos Almeida (PT) realizou dez audiências públicas e a Câmara promoveu reuniões para discutir o assunto nos bairros. O texto, reprovado pela Defensoria Pública do Estado e pelo Ministério Público, está em análise nas comissões permanentes da Casa. Após receber parecer, a expectativa é de que o Legislativo agende duas audiências públicas antes de colocar a matéria em votação.
Impasse.

Defensoria Pública, Ministério Público e a oposição ao prefeito Carlinhos Almeida apontam que, antes de encaminhar a nova Lei de Zoneamento, seria preciso o governo ter concluído o Plano Diretor, que tem revisão obrigatória prevista para o segundo semestre deste ano.

A tese, no entanto, é rebatida pelo governo petista.

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade